luz é vida que emana a verdade
enquanto me escondo no escuro
disparo culpas a tudo e todos
enquanto da vossa morte me curo
engano-vos por completo
ao dizer a verdade que não querem ouvir
desculpem-me amigos
mas o pior ainda está para vir.
amam o próximo dos próximos
quando o este já não vos satisfaz
vendem a todos o conteúdo de guerra
quando no rótulo se pronuncia a paz
guardem os vossos sorrisos
poupem as vossas palavras de razão
pois culpas que me põem encima
já vos rodaram de mão em mão
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
O livro que não se esfolha.
se não for amor,
chama-lhe vício.
sentimento propício,
a não saber o seu início.
sou mar que só mexe,
contigo, meu vento.
confisco o teu tempo,
e roubo-o sem desalento.
a paciência é eufórica,
na minha noite és sol posto.
apago o teu gosto,
e pinto-o no meu rosto.
és água quem querem tocar,
mas nunca ninguém se molha.
és interdita a quem te olha,
como um livro que não se esfolha.
chama-lhe vício.
sentimento propício,
a não saber o seu início.
sou mar que só mexe,
contigo, meu vento.
confisco o teu tempo,
e roubo-o sem desalento.
a paciência é eufórica,
na minha noite és sol posto.
apago o teu gosto,
e pinto-o no meu rosto.
és água quem querem tocar,
mas nunca ninguém se molha.
és interdita a quem te olha,
como um livro que não se esfolha.
domingo, 1 de maio de 2011
Rapariga
rapariga, nao te rebaixes,
nao sabes onde vais parar.
não mostres quem tu és,
ao primeiro que se chegar.
não te dês nem te ofereças,
porque já te sei de cor.
e se sei o que virás a ser,
só nao te digo, porque é melhor.
trazes o mundo contigo,
e não o suportas na tua mão.
deixa-lo cair,
e seguras-te ao que te dão.
se te afundas é porque te mexes,
se páras é porque morres.
sustenta o teu fôlego ,
porque não sabes para onde corres.
nao sabes onde vais parar.
não mostres quem tu és,
ao primeiro que se chegar.
não te dês nem te ofereças,
porque já te sei de cor.
e se sei o que virás a ser,
só nao te digo, porque é melhor.
trazes o mundo contigo,
e não o suportas na tua mão.
deixa-lo cair,
e seguras-te ao que te dão.
se te afundas é porque te mexes,
se páras é porque morres.
sustenta o teu fôlego ,
porque não sabes para onde corres.
sexta-feira, 25 de março de 2011
O meu "er"
tenho o poder de querer,
sem saber se o vou ter,
passo a vida a crer,
na vida que irei viver.
não sei se vou satisfazer,
a quem muito ficou por dizer,
nem sei se um dia vai ler,
os pensamentos que tento escrever.
tenho a ambição de enaltecer,
o interior que teima em se esconder,
mostro o que não dá para ver,
pois sei que um dia irá acontecer.
esta vontade de transcender,
a um novo eu, um novo ser,
farto-me de conviver,
com quem sei que vou perder.
memórias ao amanhecer,
teimam em não deixar conhecer,
aquilo que quero compreender,
preciso de força para sobreviver.
também sei que irá desaparecer,
muito antes de convalescer,
arrependo-me do que nunca irei fazer,
mas farei muito mais quando morrer.
sem saber se o vou ter,
passo a vida a crer,
na vida que irei viver.
não sei se vou satisfazer,
a quem muito ficou por dizer,
nem sei se um dia vai ler,
os pensamentos que tento escrever.
tenho a ambição de enaltecer,
o interior que teima em se esconder,
mostro o que não dá para ver,
pois sei que um dia irá acontecer.
esta vontade de transcender,
a um novo eu, um novo ser,
farto-me de conviver,
com quem sei que vou perder.
memórias ao amanhecer,
teimam em não deixar conhecer,
aquilo que quero compreender,
preciso de força para sobreviver.
também sei que irá desaparecer,
muito antes de convalescer,
arrependo-me do que nunca irei fazer,
mas farei muito mais quando morrer.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
és a nostalgia que quase me mata.
não é obrigação é tradição
é o habito, é o costume
é a força que me transmites
é o teu calor, o teu perfume
é toda a energia que me dás
é o teu olhar que me enaltece
és o calor que me mantém vivo
quando todo este mundo me arrefece
sei que é clichê, mas o que sinto é o que sou
não menos que ninguém nem mais que aquilo que dou
e se sou o que mereces faço assim por sê-lo
com o teu coração nas mãos, esforço-me para assim tê-lo
quero fazer bem por ti, pois sinto e sei que é certo
para ti estou aberto, e pode até ser incorrecto
mas não me influencio pelo que os outros têm de concreto
é timidez, é falta de palavras, é esforçar-me para ser directo
ainda não te conheci mas sinto que já sou completamente teu
sei que devo de pensar assim, e sei bem o que me deu
pois não quero mais pensar em contradições
nem quero fazer planos de um futuro imerso de ilusões
vivo o meu presente, pois nele és a minha constante
apesar de estarmos tão perto sinto-te tão distante
mas não tenhas medo, pois o nosso passado a dois já morreu
e todos os maus momentos são lições de quem não esqueceu
não sei o que queres mas sei bem aquilo que ambicionas
procuras bem estar e amor em todos os sítios, todas as zonas
não te retraias de ti nem te escondas na tua timidez
leva-te por quem te ama, e não te encarceres de porquês
é o habito, é o costume
é a força que me transmites
é o teu calor, o teu perfume
é toda a energia que me dás
é o teu olhar que me enaltece
és o calor que me mantém vivo
quando todo este mundo me arrefece
sei que é clichê, mas o que sinto é o que sou
não menos que ninguém nem mais que aquilo que dou
e se sou o que mereces faço assim por sê-lo
com o teu coração nas mãos, esforço-me para assim tê-lo
quero fazer bem por ti, pois sinto e sei que é certo
para ti estou aberto, e pode até ser incorrecto
mas não me influencio pelo que os outros têm de concreto
é timidez, é falta de palavras, é esforçar-me para ser directo
ainda não te conheci mas sinto que já sou completamente teu
sei que devo de pensar assim, e sei bem o que me deu
pois não quero mais pensar em contradições
nem quero fazer planos de um futuro imerso de ilusões
vivo o meu presente, pois nele és a minha constante
apesar de estarmos tão perto sinto-te tão distante
mas não tenhas medo, pois o nosso passado a dois já morreu
e todos os maus momentos são lições de quem não esqueceu
não sei o que queres mas sei bem aquilo que ambicionas
procuras bem estar e amor em todos os sítios, todas as zonas
não te retraias de ti nem te escondas na tua timidez
leva-te por quem te ama, e não te encarceres de porquês
terça-feira, 28 de setembro de 2010
cada dia em cada hora
cada hora de cada dia
e cada dia em cada hora
eu espero aqui, morto
enquanto vivo a tua demora
minutos não param
toda a vida corre
a solidão abranda
a esperança morre
as paredes engolem-me
a vida cospe-me no chão
o calor congela-me
o meu tempo é em vão
caminho muito longe
para tão perto do que sou
revejo tudo aquilo
em que o rancor me tornou
solto-me no horizonte
onde só tu me consegues ver
desapareço dentro de ti
para nunca mais te ter
de joelhos suplico
para saber onde estou
e este caminho que me escolheste
é para onde mais ninguém viajou
e cada dia em cada hora
eu espero aqui, morto
enquanto vivo a tua demora
minutos não param
toda a vida corre
a solidão abranda
a esperança morre
as paredes engolem-me
a vida cospe-me no chão
o calor congela-me
o meu tempo é em vão
caminho muito longe
para tão perto do que sou
revejo tudo aquilo
em que o rancor me tornou
solto-me no horizonte
onde só tu me consegues ver
desapareço dentro de ti
para nunca mais te ter
de joelhos suplico
para saber onde estou
e este caminho que me escolheste
é para onde mais ninguém viajou
sábado, 25 de setembro de 2010
Sonhos
sonhos enormes interiorizados
em criaturas inferiores
mostram o quão fracas
são nos seus interiores
sonhos seguram-nos forte
a quem sonhamos ter
lado a lado com quem
para sempre possamos viver
sonhos tornam-se realidade
quando a fantasia já não fala
e a voz da força de vontade
é aquela que nunca se cala
sonhos fazem-nos voar alto
até onde nunca fomos
e se acreditámos neles
é porque hoje somos o que somos
sonhos juntam-se e misturam-se
e apagam qualquer dor
e se eu e tu sonhamos
é porque é puro amor.
em criaturas inferiores
mostram o quão fracas
são nos seus interiores
sonhos seguram-nos forte
a quem sonhamos ter
lado a lado com quem
para sempre possamos viver
sonhos tornam-se realidade
quando a fantasia já não fala
e a voz da força de vontade
é aquela que nunca se cala
sonhos fazem-nos voar alto
até onde nunca fomos
e se acreditámos neles
é porque hoje somos o que somos
sonhos juntam-se e misturam-se
e apagam qualquer dor
e se eu e tu sonhamos
é porque é puro amor.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
sou todo o vazio do meu todo que te quero dar
é verdade que caminhamos lado a lado,
de mãos dadas ao destino que nos escolheu.
é verdade que tudo aquilo que me deste,
foi mais que alguma vez alguem me deu.
é verdade que fui o que sempre quiseste,
foste tu que não escolhi mas que me aconteceu.
é verdade que fui tudo o que não viste em mim,
mas juro-te que apesar de tudo sempre fui eu.
Por onde fomos nós?
até onde fomos nós mesmos?
eu queria ser tudo aquilo
que nunca tivemos.
sou todo o vazio,
do meu todo que te quero dar.
enches-me de tudo aquilo,
que nunca poderia esperar.
dói-me ao ver o que a minha vida te mudou,
sou a tua mágoa, e tu ainda a minha esperança.
olhas-me nos olhos e vês que tudo se apagou,
e o que ainda vive em mim é somente a lembrança.
onde estive eu quando precisaste mais de mim?
o que foi feito de ti quando não te esperei?
quanto mais distante me vejo de ti,
mais quero ter o que nunca desejei.
Por onde fomos nós?
até onde fomos nós mesmos?
eu queria ser tudo aquilo,
que nunca tivemos.
sou todo o vazio,
do meu todo que te quero dar.
és mais que tudo aquilo
que nunca poderia esperar.
quando podemos viver e dizer que nos temos?
quando podemos existir e ver o que seremos?
quando podemos ter tudo aquilo que queremos?
quando podemos viver tudo o que não vivemos?
Por onde fomos nós?
até onde fomos nós mesmos?
eu queria ser tudo aquilo,
que nunca tivemos.
sou todo o vazio,
do meu todo que te quero dar.
és mais que tudo aquilo
que nunca poderia esperar.
de mãos dadas ao destino que nos escolheu.
é verdade que tudo aquilo que me deste,
foi mais que alguma vez alguem me deu.
é verdade que fui o que sempre quiseste,
foste tu que não escolhi mas que me aconteceu.
é verdade que fui tudo o que não viste em mim,
mas juro-te que apesar de tudo sempre fui eu.
Por onde fomos nós?
até onde fomos nós mesmos?
eu queria ser tudo aquilo
que nunca tivemos.
sou todo o vazio,
do meu todo que te quero dar.
enches-me de tudo aquilo,
que nunca poderia esperar.
dói-me ao ver o que a minha vida te mudou,
sou a tua mágoa, e tu ainda a minha esperança.
olhas-me nos olhos e vês que tudo se apagou,
e o que ainda vive em mim é somente a lembrança.
onde estive eu quando precisaste mais de mim?
o que foi feito de ti quando não te esperei?
quanto mais distante me vejo de ti,
mais quero ter o que nunca desejei.
Por onde fomos nós?
até onde fomos nós mesmos?
eu queria ser tudo aquilo,
que nunca tivemos.
sou todo o vazio,
do meu todo que te quero dar.
és mais que tudo aquilo
que nunca poderia esperar.
quando podemos viver e dizer que nos temos?
quando podemos existir e ver o que seremos?
quando podemos ter tudo aquilo que queremos?
quando podemos viver tudo o que não vivemos?
Por onde fomos nós?
até onde fomos nós mesmos?
eu queria ser tudo aquilo,
que nunca tivemos.
sou todo o vazio,
do meu todo que te quero dar.
és mais que tudo aquilo
que nunca poderia esperar.
you want to see me drop dead
everytime you close your eyes
you'll see me fading
see me burning
through the flames of our deception
you've got money on your pocket
and shame on yourself
you've got your love in a casket
and your pride in a shelf
you've called us lovers
i've called us sinners
our game was already lost
but we hoped to be winners
my scorched skin tells
more about us than
all the time we spent together
i've already knew from the start
that we were finished
when you said it was forever
you want to see me drop dead
right on your knees
you want me to swallow my pride
and to feel sorry for my deeds
uncover me and see what you've done
hold me strong, kiss me one last time
my fake smile tells that your time has come
what a dried heart, such a perfect crime
throw your hopes to the sky
let your dreams go by
watch yourself at the mirror
and kiss your filthy ass goodbye
you'll see me fading
see me burning
through the flames of our deception
you've got money on your pocket
and shame on yourself
you've got your love in a casket
and your pride in a shelf
you've called us lovers
i've called us sinners
our game was already lost
but we hoped to be winners
my scorched skin tells
more about us than
all the time we spent together
i've already knew from the start
that we were finished
when you said it was forever
you want to see me drop dead
right on your knees
you want me to swallow my pride
and to feel sorry for my deeds
uncover me and see what you've done
hold me strong, kiss me one last time
my fake smile tells that your time has come
what a dried heart, such a perfect crime
throw your hopes to the sky
let your dreams go by
watch yourself at the mirror
and kiss your filthy ass goodbye
domingo, 23 de maio de 2010
Eu seguro-te
sou um mal interpretado,
ou és tu que me interpretas mal?
se tudo está bem para nós,
onde está o nosso bem afinal?
se vou até onde nunca fui,
porque ainda não foste comigo?
e se tento mostrar o que sou,
porque é que só te preocupas contigo?
se te cansas-te de ser a mesma,
então onde é que te deixaste?
posso passar horas à tua procura,
mas será que já te encontraste?
se todos não te veem como és,
porque pensas que eu sou igual?
eu posso não ser o que sonhaste
mas vejo-te como és, tal e qual.
se é contraditório o que te digo,
porque não te esclareces?
por mais que tente ser o teu brilho,
és só tu que me escureces.
se eles não são a tua prisão,
porque ainda não te soltaste?
se é esse caminho que te prende
eu mostro-te uma estrada que nunca caminhaste.
se não tens forças para andar,
eu carrego-te nesta viagem comprida.
se tens medo de cair por mim,
eu irei-te segurar com toda a minha vida.
ou és tu que me interpretas mal?
se tudo está bem para nós,
onde está o nosso bem afinal?
se vou até onde nunca fui,
porque ainda não foste comigo?
e se tento mostrar o que sou,
porque é que só te preocupas contigo?
se te cansas-te de ser a mesma,
então onde é que te deixaste?
posso passar horas à tua procura,
mas será que já te encontraste?
se todos não te veem como és,
porque pensas que eu sou igual?
eu posso não ser o que sonhaste
mas vejo-te como és, tal e qual.
se é contraditório o que te digo,
porque não te esclareces?
por mais que tente ser o teu brilho,
és só tu que me escureces.
se eles não são a tua prisão,
porque ainda não te soltaste?
se é esse caminho que te prende
eu mostro-te uma estrada que nunca caminhaste.
se não tens forças para andar,
eu carrego-te nesta viagem comprida.
se tens medo de cair por mim,
eu irei-te segurar com toda a minha vida.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
és tu.
és tu que me ignoras, mas não sabes quem eu sou
és tu que me vês a passar, e não sabes para onde vou
és tu que vives retraída, pelo que já te disseram
és tu que te fechas, pois tens medo do que te fizeram
és tu que me negas, por eu te querer aceitar
és tu que me fascinas, pela tua maneira de pensar
és tu que não me dás hipóteses, mas sei que sofres
és tu que me paras, porque para longe de mim corres
és tu que me tentas, mas nunca me deixaste tentar
és tu que te restringes, por eu te querer apaziguar
és tu que te destacas, porque te estás sempre a esconder
és tu que me desprezas, por não quereres compreender
és tu que não queres ver, aquilo que te quero mostrar
és tu que não tens culpa, pelo que te fizeram passar
és tu que que brilhas, quando me queres escurecer
és tu que não partilhas, da mesma maneira de eu te ver
és tu que pensas, que sou igual a todos os que ja viste
és tu que me afrontas, porque ainda não me sentiste
és tu que eu ainda espero, mas duvido que chegues a vir
és tu que choras, quando não viste como te posso fazer rir.
és tu que me vês a passar, e não sabes para onde vou
és tu que vives retraída, pelo que já te disseram
és tu que te fechas, pois tens medo do que te fizeram
és tu que me negas, por eu te querer aceitar
és tu que me fascinas, pela tua maneira de pensar
és tu que não me dás hipóteses, mas sei que sofres
és tu que me paras, porque para longe de mim corres
és tu que me tentas, mas nunca me deixaste tentar
és tu que te restringes, por eu te querer apaziguar
és tu que te destacas, porque te estás sempre a esconder
és tu que me desprezas, por não quereres compreender
és tu que não queres ver, aquilo que te quero mostrar
és tu que não tens culpa, pelo que te fizeram passar
és tu que que brilhas, quando me queres escurecer
és tu que não partilhas, da mesma maneira de eu te ver
és tu que pensas, que sou igual a todos os que ja viste
és tu que me afrontas, porque ainda não me sentiste
és tu que eu ainda espero, mas duvido que chegues a vir
és tu que choras, quando não viste como te posso fazer rir.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Hoje somos um.
acaricia a minha imaginação,
torna ténue esse teu olhar de malvadez.
sente com sinceridade o amanhã,
que hoje nos privaram por sermos tão ontem.
torna-te musa de tudo o que me envolve,
volve e dissolve-te em tudo o que já fui,
mostra-me que é este o meu caminho.
caminha-o a passos ligeiros,
como se nunca quisesses esperar por mim.
pára diante de tudo o que já fomos,
e grita até onde vires que seremos.
ultrapassa o que nos retrai,
e juntos nunca, mas nunca cairemos.
não temas aquilo que já passaste,
porque feridas abertas são novos caminhos.
novos rumos que se fecham com a memória,
e a solidão não recorda grandes momentos
pensa e age em prol do quão especial és,
e do quão capaz és de mostrar que reinas,
e lideras diante de toda esta horda de indignação.
de vergonha, timidez e embaraço,
e verás que eu sou apenas teu súbdito.
adormece com as minhas promessas,
acorda e pede por mais de mim.
eu dar-te-ei tudo até ao meu último fôlego
porque é nele que és, e eu sou assim.
vem junto a mim, caminha lado a lado comigo,
por este caminho que ninguém conhece e sabe,
ou que já muitos o esqueceram, e ultrapassaram-no,
e verás que é este o verdadeiro túnel que a vida nos abre.
torna ténue esse teu olhar de malvadez.
sente com sinceridade o amanhã,
que hoje nos privaram por sermos tão ontem.
torna-te musa de tudo o que me envolve,
volve e dissolve-te em tudo o que já fui,
mostra-me que é este o meu caminho.
caminha-o a passos ligeiros,
como se nunca quisesses esperar por mim.
pára diante de tudo o que já fomos,
e grita até onde vires que seremos.
ultrapassa o que nos retrai,
e juntos nunca, mas nunca cairemos.
não temas aquilo que já passaste,
porque feridas abertas são novos caminhos.
novos rumos que se fecham com a memória,
e a solidão não recorda grandes momentos
pensa e age em prol do quão especial és,
e do quão capaz és de mostrar que reinas,
e lideras diante de toda esta horda de indignação.
de vergonha, timidez e embaraço,
e verás que eu sou apenas teu súbdito.
adormece com as minhas promessas,
acorda e pede por mais de mim.
eu dar-te-ei tudo até ao meu último fôlego
porque é nele que és, e eu sou assim.
vem junto a mim, caminha lado a lado comigo,
por este caminho que ninguém conhece e sabe,
ou que já muitos o esqueceram, e ultrapassaram-no,
e verás que é este o verdadeiro túnel que a vida nos abre.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Quem és tu, meu eu?
Esboças um sorriso nos olhos,
sabes bem aquilo que queres,
mas ela não voltará mais,
esta rainha de todas as mulheres.
É patético o que fazes,
e ainda assim o continuas,
mas lutas contigo mesmo,
e contigo tu compactuas.
Desamarras o que te prende,
quando nem sequer te envolve,
afastas o que te amou,
és um mistério que não se resolve.
És a água que penetra o concreto,
quando por assim dizer, nem sequer é certo,
és o que desafia as leis do correcto,
quando não sentes o amor por perto.
Queres o bem de tudo e todos,
mas todos desconfiam de tudo,
és a voz que grita mais alto,
habitada num mundo surdo.
Já te sentes enfadado e entediado,
e já não queres continuar com isto,
se não estivesse a falar de mim,
até que ponto isto seria bem visto?
sabes bem aquilo que queres,
mas ela não voltará mais,
esta rainha de todas as mulheres.
É patético o que fazes,
e ainda assim o continuas,
mas lutas contigo mesmo,
e contigo tu compactuas.
Desamarras o que te prende,
quando nem sequer te envolve,
afastas o que te amou,
és um mistério que não se resolve.
És a água que penetra o concreto,
quando por assim dizer, nem sequer é certo,
és o que desafia as leis do correcto,
quando não sentes o amor por perto.
Queres o bem de tudo e todos,
mas todos desconfiam de tudo,
és a voz que grita mais alto,
habitada num mundo surdo.
Já te sentes enfadado e entediado,
e já não queres continuar com isto,
se não estivesse a falar de mim,
até que ponto isto seria bem visto?
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Ela e Ele
ela é o esplendor que
pensa que ninguém a ama
ela deixa-se comer,
querem-lhe por na cama
ela não tem noção mas,
ele ama-a de verdade
ela fantasia-se no vazio,
ele desespera na realidade
ela é consumida por todos,
ele apenas a quer conservar
ela chora de angústia,
ele lá terá que a consolar
ela agradece-lhe o feito,
ele implora pela sua mudança
ela diz que não pode,
ele começa a perder a esperança
ela embebeda-se de promessas,
ele leva com a ressaca
ela ilude-se com as aparências,
ele sabe que a carne é fraca
ela não tem auto-estima,
ele estima-a demais
ela é um rosa escarlate,
ele sabe que tem espinhos a mais
ela não é flor para jardim,
ele tem um jardim sem flores
ela pensa a preto e branco,
ele tem o coração a cores
ela procura o seu conforto,
ele cansou-se destas fachadas
ela já não tem retorno possível,
ele acordou deste conto de fadas
ela caiu no poço de novo,
ele sente-a a afundar
ela grita pela sua mão,
mas já não está lá ninguém para a ajudar.
pensa que ninguém a ama
ela deixa-se comer,
querem-lhe por na cama
ela não tem noção mas,
ele ama-a de verdade
ela fantasia-se no vazio,
ele desespera na realidade
ela é consumida por todos,
ele apenas a quer conservar
ela chora de angústia,
ele lá terá que a consolar
ela agradece-lhe o feito,
ele implora pela sua mudança
ela diz que não pode,
ele começa a perder a esperança
ela embebeda-se de promessas,
ele leva com a ressaca
ela ilude-se com as aparências,
ele sabe que a carne é fraca
ela não tem auto-estima,
ele estima-a demais
ela é um rosa escarlate,
ele sabe que tem espinhos a mais
ela não é flor para jardim,
ele tem um jardim sem flores
ela pensa a preto e branco,
ele tem o coração a cores
ela procura o seu conforto,
ele cansou-se destas fachadas
ela já não tem retorno possível,
ele acordou deste conto de fadas
ela caiu no poço de novo,
ele sente-a a afundar
ela grita pela sua mão,
mas já não está lá ninguém para a ajudar.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
ingrato, canalha, vil, maléfico, mau, animal e amargo.
Não sou dono de nada,
nem nunca o tive na vida.
Não tenho o que não quero,
mas não possuo o que pedi.
Não gosto de o ter,
mas tenho o que sempre perdi.
Não fiz pelo que tenho,
nem entendo o que sempre vi.
Não morri pelo que tenho,
mas mataram-me pelo que vivi.
Sou ingrato, sou canalha,
sou o pior de todos os cabrões.
Sou vil, sou malévolo,
sou o negativo das emoções.
Sou mau, sou incompreensível,
sou o que nunca quiseram que fosse.
Sou o animal, sou podre,
sou o amargo no vosso mundo doce.
nem nunca o tive na vida.
Não tenho o que não quero,
mas não possuo o que pedi.
Não gosto de o ter,
mas tenho o que sempre perdi.
Não fiz pelo que tenho,
nem entendo o que sempre vi.
Não morri pelo que tenho,
mas mataram-me pelo que vivi.
Sou ingrato, sou canalha,
sou o pior de todos os cabrões.
Sou vil, sou malévolo,
sou o negativo das emoções.
Sou mau, sou incompreensível,
sou o que nunca quiseram que fosse.
Sou o animal, sou podre,
sou o amargo no vosso mundo doce.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
toda a gente mas ninguém
toda a gente te olha, mas ninguém te vê
toda a gente te ouve, mas ninguém te escuta
toda a gente te agarra, mas ninguém te quer
toda a gente te descodifica, mas ninguém te lê
toda a gente te lisonjeia, mas ninguém te disputa
toda a gente te junta, mas ninguém te insere
toda a gente te deseja, mas ninguém te atura
toda a gente te alegra, mas ninguém te ama
toda a gente te toca, mas ninguém te sente
toda a gente te adoece, mas ninguém te cura
toda a gente te planeia, mas ninguém te trama
toda a gente te detesta, mas ninguém te mente
toda a gente te ouve, mas ninguém te escuta
toda a gente te agarra, mas ninguém te quer
toda a gente te descodifica, mas ninguém te lê
toda a gente te lisonjeia, mas ninguém te disputa
toda a gente te junta, mas ninguém te insere
toda a gente te deseja, mas ninguém te atura
toda a gente te alegra, mas ninguém te ama
toda a gente te toca, mas ninguém te sente
toda a gente te adoece, mas ninguém te cura
toda a gente te planeia, mas ninguém te trama
toda a gente te detesta, mas ninguém te mente
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Cemitério da Paixão
já vivi vida e vivi-a por viver
já amei dita aquela que me queria só por ter
já me achei galante e apenas assim o achei
já me considerei rei de alguém que outrora destronei
já perdi amor porque encontrei tanta maldade
já fui aprendiz de ti, mas deixei a lição a metade
já me quis tornar vítima da tua sentença que só eu li
já me tornaram réu de um crime que nem eu mesmo cometi
já desapareci por entre as sombras, por querer ainda mais
já me afastei de ti, por não querer ver-nos como jovens pais
já me esqueci do que és mas não do que para mim foste
já me arrependi dos anos mas não do nosso mês de Agosto
já consegui maravilhar-te prometendo uma nova criação
já te fiz desiludir fazendo de tudo uma mera ilusão
já morri dentro de ti, agora so aí tens o meu caixão
já me ceifaste a vida, agora vivo no teu cemitério da paixão
já amei dita aquela que me queria só por ter
já me achei galante e apenas assim o achei
já me considerei rei de alguém que outrora destronei
já perdi amor porque encontrei tanta maldade
já fui aprendiz de ti, mas deixei a lição a metade
já me quis tornar vítima da tua sentença que só eu li
já me tornaram réu de um crime que nem eu mesmo cometi
já desapareci por entre as sombras, por querer ainda mais
já me afastei de ti, por não querer ver-nos como jovens pais
já me esqueci do que és mas não do que para mim foste
já me arrependi dos anos mas não do nosso mês de Agosto
já consegui maravilhar-te prometendo uma nova criação
já te fiz desiludir fazendo de tudo uma mera ilusão
já morri dentro de ti, agora so aí tens o meu caixão
já me ceifaste a vida, agora vivo no teu cemitério da paixão
domingo, 29 de março de 2009
Relatos de um sobrevivente de mim mesmo - o amor
não me deixas enfrentar a tragédia,
faz-me pensar dela a minha comédia
acolhes-me quando não o mereço
és um amor sem qualquer preço
és tão valiosa e eu custo tão pouco
és a sanidade pura neste mundo louco
das-me tudo e tudo mais de que preciso
fechas em mim o que eu sempre inciso
faço-te mal não merecendo o teu bem
sabes bem que sem ti não sou ninguém
agarro-me a ti, para não bater no fundo
quero-te rainha de mim, do meu mundo
inspiras-me, mas não o consigo nunca admitir
se o meu coração por ti não bater, está a mentir
és tão suave que a minha pele mal te sente
és a minha morte, o meu beijo da serpente.
faz-me pensar dela a minha comédia
acolhes-me quando não o mereço
és um amor sem qualquer preço
és tão valiosa e eu custo tão pouco
és a sanidade pura neste mundo louco
das-me tudo e tudo mais de que preciso
fechas em mim o que eu sempre inciso
faço-te mal não merecendo o teu bem
sabes bem que sem ti não sou ninguém
agarro-me a ti, para não bater no fundo
quero-te rainha de mim, do meu mundo
inspiras-me, mas não o consigo nunca admitir
se o meu coração por ti não bater, está a mentir
és tão suave que a minha pele mal te sente
és a minha morte, o meu beijo da serpente.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Relatos de um sobrevivente de mim mesmo - O obscuro
Anda e vem-te a mim,
o que te inquieta?
É a minha presença?
Ou a minha língua afiada e recta?
Junta-te, ao meu aconchego
e sente-me espetar-te
Não mudes por mim,
quero tanto esvair-te
Respira-me e obtens-me,
mas antes aprende a me ter
Mantém-te firme,
estou prestes a meter
Grita, assim eu quero,
a tua dor, o teu sangue a fervilhar
Pela tua agonia eu desespero,
como o gosto pelo jeito de te chacinar
( no limiar da tua dor, eu me ergo e findo a tua agonia )
Porque corres tanto se esta sala tem as tuas paredes?
Porque foges de mim se o mundo é todo teu?
Porque te aqueces do calor que já não é o meu?
Porque me trancas em ti se já matei as tuas sedes?
Respondes-te às perguntas que outrora tinham questionado as decisões da tua vida.
o teu sangue é somente meu!!!
o que te inquieta?
É a minha presença?
Ou a minha língua afiada e recta?
Junta-te, ao meu aconchego
e sente-me espetar-te
Não mudes por mim,
quero tanto esvair-te
Respira-me e obtens-me,
mas antes aprende a me ter
Mantém-te firme,
estou prestes a meter
Grita, assim eu quero,
a tua dor, o teu sangue a fervilhar
Pela tua agonia eu desespero,
como o gosto pelo jeito de te chacinar
( no limiar da tua dor, eu me ergo e findo a tua agonia )
Porque corres tanto se esta sala tem as tuas paredes?
Porque foges de mim se o mundo é todo teu?
Porque te aqueces do calor que já não é o meu?
Porque me trancas em ti se já matei as tuas sedes?
Respondes-te às perguntas que outrora tinham questionado as decisões da tua vida.
o teu sangue é somente meu!!!
sábado, 7 de março de 2009
A névoa esconde o teu rosto, mas não os teus pecados.
Corrompe o que por ti tenho, e deixarei de te sentir
desmembra o nosso manequim lustrado de afeições
enquanto luto contra todas as minhas contradições,
e não será outrem que as nossas regras te vai incutir
estamos tão incumbidos e presos neste casulo implacável
sou o ramo desta árvore, tu és a seiva, és o meu sangrar
mas sou forte, sou irresistível, sou o teu pecado, sou inabalável
és a sensação intrépida que nas minhas veias continua a laminar
traz-me as tuas tropas, dou-te as boas vindas ao armageddon
imponho-me a ti desta feita, sou o teu rei e estou a convalescer
jogas em casa, mas eu tenho a planta do teu jardim de Éden
perante mim é fulminante o teu latejar , adoro entorpece-lo
eu já te possuía muito antes de tu te possuíres...
desmembra o nosso manequim lustrado de afeições
enquanto luto contra todas as minhas contradições,
e não será outrem que as nossas regras te vai incutir
estamos tão incumbidos e presos neste casulo implacável
sou o ramo desta árvore, tu és a seiva, és o meu sangrar
mas sou forte, sou irresistível, sou o teu pecado, sou inabalável
és a sensação intrépida que nas minhas veias continua a laminar
traz-me as tuas tropas, dou-te as boas vindas ao armageddon
imponho-me a ti desta feita, sou o teu rei e estou a convalescer
jogas em casa, mas eu tenho a planta do teu jardim de Éden
perante mim é fulminante o teu latejar , adoro entorpece-lo
eu já te possuía muito antes de tu te possuíres...
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