Esboças um sorriso nos olhos,
sabes bem aquilo que queres,
mas ela não voltará mais,
esta rainha de todas as mulheres.
É patético o que fazes,
e ainda assim o continuas,
mas lutas contigo mesmo,
e contigo tu compactuas.
Desamarras o que te prende,
quando nem sequer te envolve,
afastas o que te amou,
és um mistério que não se resolve.
És a água que penetra o concreto,
quando por assim dizer, nem sequer é certo,
és o que desafia as leis do correcto,
quando não sentes o amor por perto.
Queres o bem de tudo e todos,
mas todos desconfiam de tudo,
és a voz que grita mais alto,
habitada num mundo surdo.
Já te sentes enfadado e entediado,
e já não queres continuar com isto,
se não estivesse a falar de mim,
até que ponto isto seria bem visto?
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Ela e Ele
ela é o esplendor que
pensa que ninguém a ama
ela deixa-se comer,
querem-lhe por na cama
ela não tem noção mas,
ele ama-a de verdade
ela fantasia-se no vazio,
ele desespera na realidade
ela é consumida por todos,
ele apenas a quer conservar
ela chora de angústia,
ele lá terá que a consolar
ela agradece-lhe o feito,
ele implora pela sua mudança
ela diz que não pode,
ele começa a perder a esperança
ela embebeda-se de promessas,
ele leva com a ressaca
ela ilude-se com as aparências,
ele sabe que a carne é fraca
ela não tem auto-estima,
ele estima-a demais
ela é um rosa escarlate,
ele sabe que tem espinhos a mais
ela não é flor para jardim,
ele tem um jardim sem flores
ela pensa a preto e branco,
ele tem o coração a cores
ela procura o seu conforto,
ele cansou-se destas fachadas
ela já não tem retorno possível,
ele acordou deste conto de fadas
ela caiu no poço de novo,
ele sente-a a afundar
ela grita pela sua mão,
mas já não está lá ninguém para a ajudar.
pensa que ninguém a ama
ela deixa-se comer,
querem-lhe por na cama
ela não tem noção mas,
ele ama-a de verdade
ela fantasia-se no vazio,
ele desespera na realidade
ela é consumida por todos,
ele apenas a quer conservar
ela chora de angústia,
ele lá terá que a consolar
ela agradece-lhe o feito,
ele implora pela sua mudança
ela diz que não pode,
ele começa a perder a esperança
ela embebeda-se de promessas,
ele leva com a ressaca
ela ilude-se com as aparências,
ele sabe que a carne é fraca
ela não tem auto-estima,
ele estima-a demais
ela é um rosa escarlate,
ele sabe que tem espinhos a mais
ela não é flor para jardim,
ele tem um jardim sem flores
ela pensa a preto e branco,
ele tem o coração a cores
ela procura o seu conforto,
ele cansou-se destas fachadas
ela já não tem retorno possível,
ele acordou deste conto de fadas
ela caiu no poço de novo,
ele sente-a a afundar
ela grita pela sua mão,
mas já não está lá ninguém para a ajudar.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
ingrato, canalha, vil, maléfico, mau, animal e amargo.
Não sou dono de nada,
nem nunca o tive na vida.
Não tenho o que não quero,
mas não possuo o que pedi.
Não gosto de o ter,
mas tenho o que sempre perdi.
Não fiz pelo que tenho,
nem entendo o que sempre vi.
Não morri pelo que tenho,
mas mataram-me pelo que vivi.
Sou ingrato, sou canalha,
sou o pior de todos os cabrões.
Sou vil, sou malévolo,
sou o negativo das emoções.
Sou mau, sou incompreensível,
sou o que nunca quiseram que fosse.
Sou o animal, sou podre,
sou o amargo no vosso mundo doce.
nem nunca o tive na vida.
Não tenho o que não quero,
mas não possuo o que pedi.
Não gosto de o ter,
mas tenho o que sempre perdi.
Não fiz pelo que tenho,
nem entendo o que sempre vi.
Não morri pelo que tenho,
mas mataram-me pelo que vivi.
Sou ingrato, sou canalha,
sou o pior de todos os cabrões.
Sou vil, sou malévolo,
sou o negativo das emoções.
Sou mau, sou incompreensível,
sou o que nunca quiseram que fosse.
Sou o animal, sou podre,
sou o amargo no vosso mundo doce.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
toda a gente mas ninguém
toda a gente te olha, mas ninguém te vê
toda a gente te ouve, mas ninguém te escuta
toda a gente te agarra, mas ninguém te quer
toda a gente te descodifica, mas ninguém te lê
toda a gente te lisonjeia, mas ninguém te disputa
toda a gente te junta, mas ninguém te insere
toda a gente te deseja, mas ninguém te atura
toda a gente te alegra, mas ninguém te ama
toda a gente te toca, mas ninguém te sente
toda a gente te adoece, mas ninguém te cura
toda a gente te planeia, mas ninguém te trama
toda a gente te detesta, mas ninguém te mente
toda a gente te ouve, mas ninguém te escuta
toda a gente te agarra, mas ninguém te quer
toda a gente te descodifica, mas ninguém te lê
toda a gente te lisonjeia, mas ninguém te disputa
toda a gente te junta, mas ninguém te insere
toda a gente te deseja, mas ninguém te atura
toda a gente te alegra, mas ninguém te ama
toda a gente te toca, mas ninguém te sente
toda a gente te adoece, mas ninguém te cura
toda a gente te planeia, mas ninguém te trama
toda a gente te detesta, mas ninguém te mente
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Cemitério da Paixão
já vivi vida e vivi-a por viver
já amei dita aquela que me queria só por ter
já me achei galante e apenas assim o achei
já me considerei rei de alguém que outrora destronei
já perdi amor porque encontrei tanta maldade
já fui aprendiz de ti, mas deixei a lição a metade
já me quis tornar vítima da tua sentença que só eu li
já me tornaram réu de um crime que nem eu mesmo cometi
já desapareci por entre as sombras, por querer ainda mais
já me afastei de ti, por não querer ver-nos como jovens pais
já me esqueci do que és mas não do que para mim foste
já me arrependi dos anos mas não do nosso mês de Agosto
já consegui maravilhar-te prometendo uma nova criação
já te fiz desiludir fazendo de tudo uma mera ilusão
já morri dentro de ti, agora so aí tens o meu caixão
já me ceifaste a vida, agora vivo no teu cemitério da paixão
já amei dita aquela que me queria só por ter
já me achei galante e apenas assim o achei
já me considerei rei de alguém que outrora destronei
já perdi amor porque encontrei tanta maldade
já fui aprendiz de ti, mas deixei a lição a metade
já me quis tornar vítima da tua sentença que só eu li
já me tornaram réu de um crime que nem eu mesmo cometi
já desapareci por entre as sombras, por querer ainda mais
já me afastei de ti, por não querer ver-nos como jovens pais
já me esqueci do que és mas não do que para mim foste
já me arrependi dos anos mas não do nosso mês de Agosto
já consegui maravilhar-te prometendo uma nova criação
já te fiz desiludir fazendo de tudo uma mera ilusão
já morri dentro de ti, agora so aí tens o meu caixão
já me ceifaste a vida, agora vivo no teu cemitério da paixão
domingo, 29 de março de 2009
Relatos de um sobrevivente de mim mesmo - o amor
não me deixas enfrentar a tragédia,
faz-me pensar dela a minha comédia
acolhes-me quando não o mereço
és um amor sem qualquer preço
és tão valiosa e eu custo tão pouco
és a sanidade pura neste mundo louco
das-me tudo e tudo mais de que preciso
fechas em mim o que eu sempre inciso
faço-te mal não merecendo o teu bem
sabes bem que sem ti não sou ninguém
agarro-me a ti, para não bater no fundo
quero-te rainha de mim, do meu mundo
inspiras-me, mas não o consigo nunca admitir
se o meu coração por ti não bater, está a mentir
és tão suave que a minha pele mal te sente
és a minha morte, o meu beijo da serpente.
faz-me pensar dela a minha comédia
acolhes-me quando não o mereço
és um amor sem qualquer preço
és tão valiosa e eu custo tão pouco
és a sanidade pura neste mundo louco
das-me tudo e tudo mais de que preciso
fechas em mim o que eu sempre inciso
faço-te mal não merecendo o teu bem
sabes bem que sem ti não sou ninguém
agarro-me a ti, para não bater no fundo
quero-te rainha de mim, do meu mundo
inspiras-me, mas não o consigo nunca admitir
se o meu coração por ti não bater, está a mentir
és tão suave que a minha pele mal te sente
és a minha morte, o meu beijo da serpente.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Relatos de um sobrevivente de mim mesmo - O obscuro
Anda e vem-te a mim,
o que te inquieta?
É a minha presença?
Ou a minha língua afiada e recta?
Junta-te, ao meu aconchego
e sente-me espetar-te
Não mudes por mim,
quero tanto esvair-te
Respira-me e obtens-me,
mas antes aprende a me ter
Mantém-te firme,
estou prestes a meter
Grita, assim eu quero,
a tua dor, o teu sangue a fervilhar
Pela tua agonia eu desespero,
como o gosto pelo jeito de te chacinar
( no limiar da tua dor, eu me ergo e findo a tua agonia )
Porque corres tanto se esta sala tem as tuas paredes?
Porque foges de mim se o mundo é todo teu?
Porque te aqueces do calor que já não é o meu?
Porque me trancas em ti se já matei as tuas sedes?
Respondes-te às perguntas que outrora tinham questionado as decisões da tua vida.
o teu sangue é somente meu!!!
o que te inquieta?
É a minha presença?
Ou a minha língua afiada e recta?
Junta-te, ao meu aconchego
e sente-me espetar-te
Não mudes por mim,
quero tanto esvair-te
Respira-me e obtens-me,
mas antes aprende a me ter
Mantém-te firme,
estou prestes a meter
Grita, assim eu quero,
a tua dor, o teu sangue a fervilhar
Pela tua agonia eu desespero,
como o gosto pelo jeito de te chacinar
( no limiar da tua dor, eu me ergo e findo a tua agonia )
Porque corres tanto se esta sala tem as tuas paredes?
Porque foges de mim se o mundo é todo teu?
Porque te aqueces do calor que já não é o meu?
Porque me trancas em ti se já matei as tuas sedes?
Respondes-te às perguntas que outrora tinham questionado as decisões da tua vida.
o teu sangue é somente meu!!!
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