everytime you close your eyes
you'll see me fading
see me burning
through the flames of our deception
you've got money on your pocket
and shame on yourself
you've got your love in a casket
and your pride in a shelf
you've called us lovers
i've called us sinners
our game was already lost
but we hoped to be winners
my scorched skin tells
more about us than
all the time we spent together
i've already knew from the start
that we were finished
when you said it was forever
you want to see me drop dead
right on your knees
you want me to swallow my pride
and to feel sorry for my deeds
uncover me and see what you've done
hold me strong, kiss me one last time
my fake smile tells that your time has come
what a dried heart, such a perfect crime
throw your hopes to the sky
let your dreams go by
watch yourself at the mirror
and kiss your filthy ass goodbye
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
Eu seguro-te
sou um mal interpretado,
ou és tu que me interpretas mal?
se tudo está bem para nós,
onde está o nosso bem afinal?
se vou até onde nunca fui,
porque ainda não foste comigo?
e se tento mostrar o que sou,
porque é que só te preocupas contigo?
se te cansas-te de ser a mesma,
então onde é que te deixaste?
posso passar horas à tua procura,
mas será que já te encontraste?
se todos não te veem como és,
porque pensas que eu sou igual?
eu posso não ser o que sonhaste
mas vejo-te como és, tal e qual.
se é contraditório o que te digo,
porque não te esclareces?
por mais que tente ser o teu brilho,
és só tu que me escureces.
se eles não são a tua prisão,
porque ainda não te soltaste?
se é esse caminho que te prende
eu mostro-te uma estrada que nunca caminhaste.
se não tens forças para andar,
eu carrego-te nesta viagem comprida.
se tens medo de cair por mim,
eu irei-te segurar com toda a minha vida.
ou és tu que me interpretas mal?
se tudo está bem para nós,
onde está o nosso bem afinal?
se vou até onde nunca fui,
porque ainda não foste comigo?
e se tento mostrar o que sou,
porque é que só te preocupas contigo?
se te cansas-te de ser a mesma,
então onde é que te deixaste?
posso passar horas à tua procura,
mas será que já te encontraste?
se todos não te veem como és,
porque pensas que eu sou igual?
eu posso não ser o que sonhaste
mas vejo-te como és, tal e qual.
se é contraditório o que te digo,
porque não te esclareces?
por mais que tente ser o teu brilho,
és só tu que me escureces.
se eles não são a tua prisão,
porque ainda não te soltaste?
se é esse caminho que te prende
eu mostro-te uma estrada que nunca caminhaste.
se não tens forças para andar,
eu carrego-te nesta viagem comprida.
se tens medo de cair por mim,
eu irei-te segurar com toda a minha vida.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
és tu.
és tu que me ignoras, mas não sabes quem eu sou
és tu que me vês a passar, e não sabes para onde vou
és tu que vives retraída, pelo que já te disseram
és tu que te fechas, pois tens medo do que te fizeram
és tu que me negas, por eu te querer aceitar
és tu que me fascinas, pela tua maneira de pensar
és tu que não me dás hipóteses, mas sei que sofres
és tu que me paras, porque para longe de mim corres
és tu que me tentas, mas nunca me deixaste tentar
és tu que te restringes, por eu te querer apaziguar
és tu que te destacas, porque te estás sempre a esconder
és tu que me desprezas, por não quereres compreender
és tu que não queres ver, aquilo que te quero mostrar
és tu que não tens culpa, pelo que te fizeram passar
és tu que que brilhas, quando me queres escurecer
és tu que não partilhas, da mesma maneira de eu te ver
és tu que pensas, que sou igual a todos os que ja viste
és tu que me afrontas, porque ainda não me sentiste
és tu que eu ainda espero, mas duvido que chegues a vir
és tu que choras, quando não viste como te posso fazer rir.
és tu que me vês a passar, e não sabes para onde vou
és tu que vives retraída, pelo que já te disseram
és tu que te fechas, pois tens medo do que te fizeram
és tu que me negas, por eu te querer aceitar
és tu que me fascinas, pela tua maneira de pensar
és tu que não me dás hipóteses, mas sei que sofres
és tu que me paras, porque para longe de mim corres
és tu que me tentas, mas nunca me deixaste tentar
és tu que te restringes, por eu te querer apaziguar
és tu que te destacas, porque te estás sempre a esconder
és tu que me desprezas, por não quereres compreender
és tu que não queres ver, aquilo que te quero mostrar
és tu que não tens culpa, pelo que te fizeram passar
és tu que que brilhas, quando me queres escurecer
és tu que não partilhas, da mesma maneira de eu te ver
és tu que pensas, que sou igual a todos os que ja viste
és tu que me afrontas, porque ainda não me sentiste
és tu que eu ainda espero, mas duvido que chegues a vir
és tu que choras, quando não viste como te posso fazer rir.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Hoje somos um.
acaricia a minha imaginação,
torna ténue esse teu olhar de malvadez.
sente com sinceridade o amanhã,
que hoje nos privaram por sermos tão ontem.
torna-te musa de tudo o que me envolve,
volve e dissolve-te em tudo o que já fui,
mostra-me que é este o meu caminho.
caminha-o a passos ligeiros,
como se nunca quisesses esperar por mim.
pára diante de tudo o que já fomos,
e grita até onde vires que seremos.
ultrapassa o que nos retrai,
e juntos nunca, mas nunca cairemos.
não temas aquilo que já passaste,
porque feridas abertas são novos caminhos.
novos rumos que se fecham com a memória,
e a solidão não recorda grandes momentos
pensa e age em prol do quão especial és,
e do quão capaz és de mostrar que reinas,
e lideras diante de toda esta horda de indignação.
de vergonha, timidez e embaraço,
e verás que eu sou apenas teu súbdito.
adormece com as minhas promessas,
acorda e pede por mais de mim.
eu dar-te-ei tudo até ao meu último fôlego
porque é nele que és, e eu sou assim.
vem junto a mim, caminha lado a lado comigo,
por este caminho que ninguém conhece e sabe,
ou que já muitos o esqueceram, e ultrapassaram-no,
e verás que é este o verdadeiro túnel que a vida nos abre.
torna ténue esse teu olhar de malvadez.
sente com sinceridade o amanhã,
que hoje nos privaram por sermos tão ontem.
torna-te musa de tudo o que me envolve,
volve e dissolve-te em tudo o que já fui,
mostra-me que é este o meu caminho.
caminha-o a passos ligeiros,
como se nunca quisesses esperar por mim.
pára diante de tudo o que já fomos,
e grita até onde vires que seremos.
ultrapassa o que nos retrai,
e juntos nunca, mas nunca cairemos.
não temas aquilo que já passaste,
porque feridas abertas são novos caminhos.
novos rumos que se fecham com a memória,
e a solidão não recorda grandes momentos
pensa e age em prol do quão especial és,
e do quão capaz és de mostrar que reinas,
e lideras diante de toda esta horda de indignação.
de vergonha, timidez e embaraço,
e verás que eu sou apenas teu súbdito.
adormece com as minhas promessas,
acorda e pede por mais de mim.
eu dar-te-ei tudo até ao meu último fôlego
porque é nele que és, e eu sou assim.
vem junto a mim, caminha lado a lado comigo,
por este caminho que ninguém conhece e sabe,
ou que já muitos o esqueceram, e ultrapassaram-no,
e verás que é este o verdadeiro túnel que a vida nos abre.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Quem és tu, meu eu?
Esboças um sorriso nos olhos,
sabes bem aquilo que queres,
mas ela não voltará mais,
esta rainha de todas as mulheres.
É patético o que fazes,
e ainda assim o continuas,
mas lutas contigo mesmo,
e contigo tu compactuas.
Desamarras o que te prende,
quando nem sequer te envolve,
afastas o que te amou,
és um mistério que não se resolve.
És a água que penetra o concreto,
quando por assim dizer, nem sequer é certo,
és o que desafia as leis do correcto,
quando não sentes o amor por perto.
Queres o bem de tudo e todos,
mas todos desconfiam de tudo,
és a voz que grita mais alto,
habitada num mundo surdo.
Já te sentes enfadado e entediado,
e já não queres continuar com isto,
se não estivesse a falar de mim,
até que ponto isto seria bem visto?
sabes bem aquilo que queres,
mas ela não voltará mais,
esta rainha de todas as mulheres.
É patético o que fazes,
e ainda assim o continuas,
mas lutas contigo mesmo,
e contigo tu compactuas.
Desamarras o que te prende,
quando nem sequer te envolve,
afastas o que te amou,
és um mistério que não se resolve.
És a água que penetra o concreto,
quando por assim dizer, nem sequer é certo,
és o que desafia as leis do correcto,
quando não sentes o amor por perto.
Queres o bem de tudo e todos,
mas todos desconfiam de tudo,
és a voz que grita mais alto,
habitada num mundo surdo.
Já te sentes enfadado e entediado,
e já não queres continuar com isto,
se não estivesse a falar de mim,
até que ponto isto seria bem visto?
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Ela e Ele
ela é o esplendor que
pensa que ninguém a ama
ela deixa-se comer,
querem-lhe por na cama
ela não tem noção mas,
ele ama-a de verdade
ela fantasia-se no vazio,
ele desespera na realidade
ela é consumida por todos,
ele apenas a quer conservar
ela chora de angústia,
ele lá terá que a consolar
ela agradece-lhe o feito,
ele implora pela sua mudança
ela diz que não pode,
ele começa a perder a esperança
ela embebeda-se de promessas,
ele leva com a ressaca
ela ilude-se com as aparências,
ele sabe que a carne é fraca
ela não tem auto-estima,
ele estima-a demais
ela é um rosa escarlate,
ele sabe que tem espinhos a mais
ela não é flor para jardim,
ele tem um jardim sem flores
ela pensa a preto e branco,
ele tem o coração a cores
ela procura o seu conforto,
ele cansou-se destas fachadas
ela já não tem retorno possível,
ele acordou deste conto de fadas
ela caiu no poço de novo,
ele sente-a a afundar
ela grita pela sua mão,
mas já não está lá ninguém para a ajudar.
pensa que ninguém a ama
ela deixa-se comer,
querem-lhe por na cama
ela não tem noção mas,
ele ama-a de verdade
ela fantasia-se no vazio,
ele desespera na realidade
ela é consumida por todos,
ele apenas a quer conservar
ela chora de angústia,
ele lá terá que a consolar
ela agradece-lhe o feito,
ele implora pela sua mudança
ela diz que não pode,
ele começa a perder a esperança
ela embebeda-se de promessas,
ele leva com a ressaca
ela ilude-se com as aparências,
ele sabe que a carne é fraca
ela não tem auto-estima,
ele estima-a demais
ela é um rosa escarlate,
ele sabe que tem espinhos a mais
ela não é flor para jardim,
ele tem um jardim sem flores
ela pensa a preto e branco,
ele tem o coração a cores
ela procura o seu conforto,
ele cansou-se destas fachadas
ela já não tem retorno possível,
ele acordou deste conto de fadas
ela caiu no poço de novo,
ele sente-a a afundar
ela grita pela sua mão,
mas já não está lá ninguém para a ajudar.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
ingrato, canalha, vil, maléfico, mau, animal e amargo.
Não sou dono de nada,
nem nunca o tive na vida.
Não tenho o que não quero,
mas não possuo o que pedi.
Não gosto de o ter,
mas tenho o que sempre perdi.
Não fiz pelo que tenho,
nem entendo o que sempre vi.
Não morri pelo que tenho,
mas mataram-me pelo que vivi.
Sou ingrato, sou canalha,
sou o pior de todos os cabrões.
Sou vil, sou malévolo,
sou o negativo das emoções.
Sou mau, sou incompreensível,
sou o que nunca quiseram que fosse.
Sou o animal, sou podre,
sou o amargo no vosso mundo doce.
nem nunca o tive na vida.
Não tenho o que não quero,
mas não possuo o que pedi.
Não gosto de o ter,
mas tenho o que sempre perdi.
Não fiz pelo que tenho,
nem entendo o que sempre vi.
Não morri pelo que tenho,
mas mataram-me pelo que vivi.
Sou ingrato, sou canalha,
sou o pior de todos os cabrões.
Sou vil, sou malévolo,
sou o negativo das emoções.
Sou mau, sou incompreensível,
sou o que nunca quiseram que fosse.
Sou o animal, sou podre,
sou o amargo no vosso mundo doce.
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